De nada adiantaram as reuniões com a reitoria da Ufac e os pedidos dos deputados federais Perpétua Almeida (PCdoB), Siba Machado (PT), Marcio Bittar (PSDB) e Gladson Cameli (PP), assim como de todos os parlamentares estaduais e do secretario de educação Daniel Zen.Todos eles buscaram a compreensão dos dirigentes da Ufac para a necessidade de reservar vagas no Enem que beneficiassem estudantes acreanos.
Apesar de mostrarem simpatia com a alternativa de implantação de políticas de ações afirmativas com reserva de 70% das vagas para estudantes oriundos da rede publica de ensino, o que garantiria que as vagas da única universidade do estado fossem ocupadas por estudantes acreanos, nada foi feito para viabilizar a ideia.
A direção da instituição também fez ouvidos moucos a sugestão de bonus com critérios diferentes: a-)étnico: negros e índios – acréscimo de 2,5 % sobre os pontos obtidos no Enem; b-)estudantes que cursaram ensino médio em escola pública – c-)acréscimo de 5% na pontuação; d-)estudantes que cursaram ensino médio no interior – acréscimo de 2,5% sobre os pontos.
Se os bônus tivessem sido adotados os estudantes acreanos que reunissem mais de um critério, teriam acrescido em sua pontuação o percentual a que teriam direito, e, poderiam ter enfrentado o Enem com mais condicoes de sucesso numa disputa que reune candidatos de todo o pais.
As propostas e tentativas de acordo visavam evitar a exclusao dos estudantes acreanos da universidade federal, para evitar o que ocorre nocurso de medicina. O percentual de acreanos no curso de medicina da Ufac nao chega a 5% e em consequencia, os acreanos se voltam para os cursos de medicina da Bolivia, cujos diplomas nao sao reconhecidos no Brasil.
De acordo com um membro do Conselho Universitario, a derrota das alternativas se deu porque os professores da Ufac tiveram medo de excluir seus próprios filhos da disputa pelas vagas da Ufac, uma vez que os filhos dos professores da Ufac estudam em escolas particulares, apesar da defesa apaixonada que fazem do ensino publico.
Sem os cuidados sugeridos antes da realização das provas do Enem, a expectativa e que a maioria das vagas da Ufac venham a ser ocupadas por muitos dos 6 milhoes de candidatos de todo o Brasil que fizeram as provas no inicio desta semana.
Fonte: Agazeta.net
Há tempos, a Universidade federal do Acre avistou o ingresso de alunos acrianos na instituição como responsabilidade única destes. Entretanto, não é preciso ir muito longe para analisar a situação com outros olhos, o olhar monocromático do ingresso com o discurso desgastado, onde segundo dados 80% das vagas são preenchidas por acrianos já devera está em desuso á muito. Com relação aos números não há do que relutar, tendo em vista que da grade de cursos a maior concorrência alterna-se em direito e medicina, existindo nos demais curso uma ''supremacia'' acriana.
Mas andemos mais adiante, analisemos o curso de medicina oferecido, recente implantado, em 2000, com turmas de médicos formados há pouco, analisemos onde estão estes profissionais de saúde recém-formados, analisemos a situação da saúde no estado do Acre, com á falta de médicos tanto no interior quanto na capital. Veremos um estado carente, necessitado de atendimento, que não vê outros meios além da ''importação'' de médicos de outros estados, já que os formados em terras acrianas não possuem laços com o local de formação, a revoada de ''canudos'' tornou-se tão óbvia quanto a eliminação do Rio Branco da série C. A instituição já chegou a dar parecer onde segundo a mesma ''não mudaria a postura somente em razão de dois cursos mais concorridos'', em resposta, a medidas propostas de políticas afirmativas visando um ''protecionismo'' de alunos acrianos ao ingresso da universidade. Medidas adotadas em estados como o Amazonas, que reserva de 50% de vagas para alunos oriundos daquele estado.
Como se já não bastasse, em meados do início das inscrições do ENEM a UFAC anuncia a importância da inscrição no processo seletivo a quem buscasse cursar a instituição. Fato que prejudicou diversos estudantes, que até então preparavam-se ao modelo habitual de prova. Apesar de sondagens de parlamentares, a Universidade usou e abusou de sua soberania, tendo em vista, a constituição. Ao aderir a ENEM como único meio de acesso, a reitoria quanto a assesoria de imprensa em entrevistas televisas e jornais impresso, o discurso da não utilização do modelo SISU, que interliga o processo em âmbito nacional, serviu de muleta, assim como o discurso de que o sistema de ingresso limitaria-se ainda mais entre estudantes acrianos, infelizmente mais uma vez prevaleceu o dito pelo não dito. Temos, o curso de medicina com concorrência recorde de 183 candidatos por uma vaga, vale lembrar a concorrência de 2010 de 40 por um. Assim como, o número recorde de inscrições, fato visto com bons olhos pela reitoria. Que omite o número de candidatos de outros estados, como do Céara onde foi divulgado o vazamento de questões antecipadamente estes são a concorrência temida na verdade, sem contar demais escolas que possivelmente tenham divulgado questões mas não chegaram ao público.
Está é uma queixa quanto ao modelo adotado, que foi duramente criticado pela sociedade civil organizada acriana, mediante protestos na própria universidade, que negou-se de realizar além da nota do ENEM outra alternativa como um vestibular normal, dividindo a nota geral entre a soma das duas provas, entre outras diversas alternativas utilizadas em diversos estados federativos.
Uma última observação é a colocação do Estado do Acre na classificação do ENEM 2009, um tiro no pé nada além disso.
Namastê!
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