E com o passar dos dias as marcas das pegadas se apagam. A
trilha de folhas secas se esvai. Com o passar das horas os pensamentos mudam,
os hormônios sincronizam o relógio biológico, é a luta pela sobrevivência. A
lama seca, os poros transpiram, e exalam. O banhar na fonte contínua, com seu fluxo pelo caminho das pedras, mesmo
precipitando e voltando pro início, elas continuam, em frente, sempre em
frente. O pressuposto de querer não é sofrer, a cobiça amarga, que envenena a
garganta, que enfraquece a alma. O olhar pra trás displicente. O turbilhão de mil
pensamentos, bons e ruins. O reluzir fraco da lâmina gasta, o sangue seco, com
feridas se fechando. O cortar dos pontos profundos, um por fim de abrir os
olhos, balançar a cabeça, molhar-se na água fresca e seguir, em frente, sempre
em frente.
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